sexta-feira, 13 de julho de 2012

Primeiros 15 anos do Clube 4-S Unidos Venceremos de Santa Fé


Publicado no Informativo Agropecuário de Outubro de 1985

Antes de fundação do Clube 4-S existiu em Santa Fé um programa de extensão rural liderado por Cláudio José Kober, tendo como objetivos principais a conservação do solo e melhores técnicas de produção. Naquela época a juventude da comunidade não tinha uma entidade organizada e em pleno funcionamento. Em vista deste problema os líderes Cláudio Kober, Ludovico Jungbluth, Félix Sausen, o extensionista Francisco Lucas, com colaboração inicial de cerca de 30 jovens e apoio de boa parcela da comunidade fundaram no dia 15 de Setembro de 1970 o Clube 4-S Unidos Venceremos de Linha Santa Fé.
Entre outros objetivos maiores da fundação foram a união e a organização da juventude, o progresso técnico agrícola, a formação de pessoal e de lideranças. Entre as primeiras atividades realizadas pelo grupo foram os projetos coletivos de milho e conservação do solo na ala masculina, corte e costura, horta e arte culinária no grupo feminino.
A parte social foi muito difundida na época da existência do Clube 4-S em Santa Fé. Torneios de futebol de salão e voleibol, reuniões dançantes, encontros esportivos com outras comunidades, jogos entre sócios e outros jovens da comunidade eram uma agradável rotina. Também tiveram destaque na atuação do grupo a ajuda a comunidade, como a construção de paradas de ônibus, praça em frente a igreja, limpeza no centro comunitário, programas sociais, administração rural, culturas, criações, alternativas de produção, industrialização caseira, saneamento do meio, estética feminina, corte e costura, bem como curso de educação pessoal. Destaque também para a conquista de dois títulos de rainha 4-S para Terezinha Schneider e Dorotéia Ludwig. Dois jovens do grupo tiveram destaque estadual em suinocultura, sendo eles Aloísio Jungbluth e Eugênio Flach.
Lema 4-S: Progredir Sempre. Significado do 4-S: Saber, Sentir, Servir, Saúde. Juramento 4-S: Prometo minha cabeça para saber claramente, meu coração para sentir maior lealdade, minha mãos para servir mais e melhor, minha saúde para uma vida mais sã com meu 4-S, meu lar, minha comunidade e minha pátria.
Integrantes do grupo plantam batatinhas em atividade de campo

sábado, 7 de julho de 2012

Seminário Municipal 4-S de Santo Antônio


Publicado no Informativo Agropecuário de Julho de 1985

Foi realizado nos dias 28, 29 e 30 de Junho na comunidade de Santo Antônio o Seminário Municipal de Juventude Rural  4-S. Houve a participação de 43 jovens, representado os 21 clubes 4-S de Itapiranga sendo das comunidades de Popi, Santo Antônio, Santa Fé, Beleza, Macuco, Maria Goretti, Tunas, Jaboticaba, Chapéu, Cristo Rei, Medianeira, Ervalzinho, Pitangueira, São Pedro, Beato Roque, Soledade, São José, Conceição, São João e Coqueiro. Além de palestras os jovens decidiram fazer um estudo sobre a constituinte e não apoiar nem candidato e nem partido das eleições daquele ano.
A diretoria municipal do Clube 4-S ficou assim constituída. Presidente Léo Wirth; Vice-presidente Celestino Forneck; Secretária Alice Frey; Vice-secretário José Schneider; tesoureiro Aloísio Spaniol; Vice-tesoureiro Afonso Back; Conselho fiscal efetivo Irineu Paulata, José Baumgratz e José Heckler; suplentes do conselho fiscal Valdemar Pauli, Elaine Wirth e Artêmio Forneck.
Jovens participantes do encontro

Pronunciamento de lideranças 4-S

terça-feira, 19 de junho de 2012

Quem reza unido permanece unido.


Publicado no Informativo Agropecuário de Março de 1985.

“Terra sim, barragens não”. Foi o slogan escolhido pela comunidade de Santa Fé Baixa que no dia 8 de Julho de 1984, ergue uma cruz com este dizer para marcar o início da luta contra o dilúvio da bacia do Uruguai. Aos pés desta cruz, toda a  terça-feira a comunidade se reúne e pede a Deus força e coragem para enfrentar e persistir na luta. Estamos convictos que unidos a Deus seremos vitoriosos. Além de confiarmos na providência divina, confiamos em nós mesmos. Criamos uma organização financeira própria e destacamos a lavoura a comunitária, onde em mutirão roçamos um hectar de mato, cujo milho está para ser colhido.
Além disso, os dias de trabalho que os líderes perdem na sua lavoura a comunidade retribui. Só num dia 15 pessoas dobraram milho na propriedade de um líder. Também os grupos de reflexão entenderam a luta e concretamente participam da mesma. Também as demais comunidades atingidas estão organizadas e lutam pelo mesmo objetivo.
Artigo assinado por Roque Wolfarth, morador de Santa Fé Baixa
Moradores se reúnem para fazer orações em protesto contra as barragens

terça-feira, 5 de junho de 2012

Agricultores de Cristo Rei recebem distribuidor de adubo


Publicado pelo Jornal Vale do Uruguai, de 03 de Maio de 1983.

No dia 22 de Maio de 1983, o Prefeito Municipal Luiz Frantz juntamente com o vereador da comunidade Egon Grasel, entregou a um grupo de agricultores um distribuidor de adubo em forma líquida para um grupo de dez agricultores da comunidade de Cristo Rei. O distribuidor tinha uma capacidade de 3.000 litros.
Os agricultores contemplados foram: Estevão Wermuth, Wunibaldo Schneider, Roque Walker, Paulo Wirth, Anivo Koerbes, Selvino Wendling, Walter Mallmann, Otávio Spaniol, Arnoldo Wermuth e Avelino Schroeder. Depois da solenidade foi servida uma janta de confraternização no clube da comunidade.
Agricultor assina o contrato

Agricultores contemplados

terça-feira, 22 de maio de 2012

Itapiranga sedia encontro interestadual de protesto contra as barragens


Publicado no Informativo Agropecuário, de Junho de 1984.

Nos dias 4 e 5 de Junho de 1984, Itapiranga foi sede do encontro interestadual de conscientização e protesto contra a construção das barragens sobre o Rio Uruguai. Segundo avaliação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Itapiranga e da Igreja Católica, estiveram presentes em torno de 2.500 pessoas. Portando cartazes e faixas o povo exigia o cancelamento do projeto. A praça da Igreja Matriz e o Kolping viveram dias de protestos pacíficos, em que agricultores e líderes da região pediram respeito aos seus direitos.
A praça da Igreja Matriz esteve repleta de pessoas, com também a Rua São Bonifácio em frente à Igreja. Praticamente todas as delegações traziam cartazes ou faixas com dizeres contra as barragens e a favor da terra e da agricultura. Um cartaz que chamou a atenção dizia não ao truco e sim ao trabalho. Muitos trouxeram seu almoço e simplesmente aproveitaram os bancos e sombras existentes na praça da Igreja Matriz para fazer as refeições.
O encontro foi organizado pela Comissão das Barragens, que tem na pessoa de Antônio Hentz de Palmitos um dos principais líderes. Houve a participação do Bispo Dom José Gomes e de aproximadamente 20 sacerdotes, além de religiosos e religiosas. Também participou do encontro o Pastor Grüber de Panambi. O município de Itapiranga teve presença de toda a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, dos vigários das três paróquias, padres Otmar Schwengber, Inácio Kremer e Clemente Haas, além do Padre Ivo Müller. De praticamente todas as comunidades do município houve a presença de agricultores, especialmente das comunidades atingidas como Santa Fé, Santa Cruz, Ervalzinho, Dourado, Sede Capela, Fortaleza, Jaboticaba, Chapéu, Macuco, Alto Macuco e São João.

Cerca de 2.500 pessoas participaram do evento

Manifesto nas ruas da cidade de Itapiranga

Pastores e Sacerdotes participaram da celebração litúrgica